Brasil se diverte com a briga entre ex-marqueteiros e atuais lacaios de Dilma

Brasil se diverte com a briga entre ex-marqueteiros e atuais lacaios de Dilma

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo – conhecido por diversas baixarias e chicanas da defesa fracassada de Dilma no processo de impeachment – disse que João Santana mente de maneira “deslavada”. É mais um indício de que as revelações (e provas) trazidas por Santana e sua esposa Mônica Moura estão deixando a petezada estrebuchando de fúria.

Como não tem como se defender, Cardozo saiu a esmo dizendo que o casal havia caído em contradição. Mas sempre as acusações petistas são vagas.

Em nota, Santana chamou de “grotesca e absurda” a entrevista de Cardozo: “A grotesca e absurda entrevista do advogado José Eduardo Cardozo ao Globo faz-me romper o compromisso, que tinha comigo mesmo, de somente tratar dos termos das colaborações, minha e de Monica, no âmbito da Justiça”.

O marqueteiro também mostrou que Cardozo mentiu ao dizer que ele havia caído em contradição: “Não há nenhuma contradição naquilo que Mônica e eu afirmamos sobre as informações recebidas, em fevereiro de 2016, a respeito de nossa prisão iminente. Quando disse que soube da prisão pelas câmeras de segurança de minha casa -acessadas por computador desde a República Dominicana – referia-me ao óbvio : foi naquele momento, na manhã do dia 22 de fevereiro, que eu vi, de fato e realmente, a prisão concretizada”.

Noutro momento, expõe o cinismo de Cardozo: “De forma cínica diz que não houve caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014. Pra cima de mim, José Eduardo?”.

Leia a nota na íntegra:

A grotesca e absurda entrevista do advogado José Eduardo Cardozo ao Globo faz-me romper o compromisso – que tinha comigo mesmo – de somente tratar dos termos das colaborações, minha e de Mônica, no âmbito da Justiça.

Desta forma, digo de forma sucinta ( e reservo detalhes para momentos apropriados) :

1. Não há nenhuma contradição naquilo que Mônica e eu afirmamos sobre as informações recebidas, em fevereiro de 2016, a respeito de nossa prisão iminente. Quando disse que soube da prisão pelas câmeras de segurança de minha casa -acessadas por computador desde a República Dominicana – referia-me ao óbvio : foi naquele momento, na manhã do dia 22 de fevereiro, que eu vi, de fato e realmente, a prisão concretizada.

2. Antes, sabíamos, por informações da presidente Dilma, que a prisão seria iminente. Seu último informe veio no sábado, em e-mail redigido com metáforas, cuja cópia está anexada aos termos da nossa colaboração.

3. Apenas para ficar em dois indícios não devidamente noticiados : se não estivéssemos sendo informados da iminência da prisão, porque chamaríamos, na sexta, 19 de fevereiro, o nosso então advogado, Fabio Tofic, para que viesse às pressas a S. Domingos?

4. Por que cancelaríamos nosso retorno ao Brasil, dias antes, com passagem comprada e com reserva já confirmada ? ( A Polícia Federal chegou a esse detalhe através de investigação feita na época).

5. Com relação ao Caixa-2, o advogado Cardoso insiste também na versão surrada expressa a mim, desde 2015, pela presidente Dilma, de que o “altíssimo custo” oficial da campanha seria uma prova vigorosa de que não houvera “pagamentos não contabilizados”. Este argumento não se sustenta para qualquer pessoa que conheça os altos custos e a realidade interna das campanhas.

6. Diz, também, de forma enviesada que haveria um espécie de acordo tácito entre eu e Marcelo Odebrecht para misturar caixa dois das campanhas do exterior com a campanha de Dilma. É uma mentira deslavada : nos nossos depoimentos está bem discriminado o que são campanhas do exterior e campanhas do Brasil.

7. De forma cínica diz que não houve caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014. Pra cima de mim, José Eduardo?

8. Para finalizar, afirmo que as únicas vezes que menti sobre a presidente Dilma – e isso já faz algum tempo – foi para defendê-la. Jamais para acusá-la. Lamento por tudo que ela, Mônica e eu estamos passando. A vida nos impõe momentos e verdades cruéis.

O que estou achando disso tudo? Ótimo.

De fato é um agrupamento de cenas lindas, pois os lacaios do petismo partiram para um verdadeiro assassinato de reputações dos dois. Não apenas isso. Estão acusando-os de forjarem provas e de serem mentirosos na delação. Só que o discurso petista é furado, pois as provas são consistentes.

Eis que temos o mais divertido de tudo: quanto mais fundo os petistas forem no ataque aos dois, melhor, pois isso pode enervá-los e fazê-los entregar tudo, inclusive os esquemas de compra de mídia, cessão de grana pública para blogs e coisas do tipo.

O melhor é ver o circo pegar fogo, pois assassinar a reputação de especialistas em assassinato de reputações pode não ser uma boa ideia. Santana tem bala na agulha e quanto mais irritado ele estiver, melhor para o Brasil.

COMENTÁRIOS

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    Pécheur 1 mês

    Vi essa no twitter: “O petista é aquele que acredita no João Santana quando ele mente na campanha da Dilma mas não quando ele fala a verdade no depoimento à Justiça.”