O debate não é mais apenas sobre doutrinação, mas sobre violência e abuso contra alunos

O debate não é mais apenas sobre doutrinação, mas sobre violência e abuso contra alunos

Já ouvi um comentário dizendo que “a questão do Escola sem Partido é nacional” e, portanto, não deveríamos focar tanto nas críticas ao Secretário da Educação Alexandre Schneider, que se posicionou a favor dos doutrinadores. Essa opinião reflete uma falta de visão em relação à gravidade do que estamos tratando.

A questão da luta contra a doutrinação escolar já está bem encaminhada, e o combate vai aumentar. As ações serão feitas principalmente em âmbito nacional, mas se desdobrarão em ações locais. Difícil imaginar luta mais importante do que essa. Mas o problema aqui é ainda mais grave do que a doutrinação. Falamos da tentativa de se proibir um vereador até mesmo de visitar as escolas.

Quando Schneider faz isso – atendendo aos pedidos do PSOL, que lidera a doutrinação nas escolas atualmente -, a mensagem transmitida é de crueldade aterradora: não é que não podemos apenas lutar contra a doutrinação, mas nem mesmo visitar as escolas. Ao fazer isso, Schneider propõe que o professor possa fazer o que quiser e suas aulas não podem nem ser visitadas. Logo, não se trata apenas de manutenção da doutrinação, mas sim de manutenção de meios para, covardemente, proibir que até as pessoas consigam se proteger da doutrinação.

Como agravante, a doutrinação está sendo feita na direção de destruir a candidatura de João Doria ou de qualquer outro que possa atingir os projetos totalitários da extrema-esquerda. Se Doria não se posicionar, será visto como fraco pelo PSOL, que aumentará o grau de desconstrução do prefeito nas salas de aula. Como Schneider não quer nem as visitas nestas salas de aula, isso significa que o terreno estará aberto para que as aulas se tornem cada vez mais horário político de partidos como PSOL, PCdoB e PT, tudo bancado com nossos recursos.

Para implementar as doutrinações, os professores sempre se valem de técnicas de abuso psicológico e coação. Se souberem que não serão visitados, utilizarão essas técnicas à vontade e em grau ainda maior. O intuito de se proibir as visitas é garantir que os doutrinadores possam praticar qualquer atrocidade deste tipo no intuito de subjugar os alunos. Os pais de alunos podem ter certeza: muita violência psicológica, e até física, será utilizada como arma pelos doutrinadores.

Observe: a doutrinação é um problema, mas ela pode ser parcialmente combatida, como, por exemplo, com a filmagem de aulas e o direito do aluno poder contradizer a propaganda. Mas se o plano é proibir até mesmo as visitas às salas de aula, então é sinal de que os doutrinadores praticarão diversos abusos até mesmo para coibir a reação.  O que Schneider propõe é simples: doutrinadores podem fazer o que lhes der na telha e ainda terão a garantia de nem mesmo serem visitados durante aulas.

Por isso podemos dizer que se a doutrinação é um problema, problema ainda mais grave é ver um Secretário da Educação ligado ao PSOL querer proibir até mesmo um vereador de visitar as salas de aula.

Para que se tenha a ideia da gravidade do que estamos falando, imagine que temos o problema do estupro. É um problema gravíssimo que requer combate. Agora imagine que tenhamos uma proposta requisitando que o estupro não possa nem sequer ser combatido ou interrompido, brecando qualquer ação policial. Isso é mais grave, pois se torna a promoção e o incentivo ao estupro, que daí ocorrerá em escala ainda maior. Assim, quando criticamos alguém por demandar que o estupro não possa mais ser combatido, falamos de algo que amplifica a gravidade do estupro, pois isso promoverá a barbárie e protegerá os estupradores.

Quem acha que a questão é apenas um debate sobre a doutrinação não entendeu absolutamente nada, pois o debate agora é principalmente sobre o uso dos métodos mais covardes e torpes do mundo até mesmo para permitir que os alunos possam reagir à doutrinação.

Difícil agir de forma mais moralmente monstruosa do que Alexandre Schneider.

COMENTÁRIOS

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    Kracesk 2 meses

    Já cobraram o Dória? Se Holliday ou alguém com penetração na web for cobrar na twiter ou na timeline do Dória, o cara enquadra o secretário..nem que seja da boca pra fora.

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    deomedes martins jr 2 meses

    isto e de suma importancia o nazismo usou isso nas escolas , e cantando cançoes para o fuhrer,
    eles podem colocar na cabeça das crianças jovens adolecentes que os coxinhas tem que ser mortos , ja pensou ,

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    Renato 2 meses

    “’a questão do Escola sem Partido é nacional’ e, portanto, não deveríamos focar tanto nas críticas ao Secretário da Educação Alexandre Schneider,”

    Sério que tem idiota que ainda disse isso?!

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    Deixei de ser idiota útil 2 meses

    Aposto que não houve intimidação. Acontece que servidor público não gosta que alguém fiscalize seu trabalho e quando isso acontece, ele se vitimiza. Trabalho no setor público e é exatamente isso que ocorre todas as vezes que alguém solicita uma informação ou faz algum requerimento para exercício de seus direitos. Via de regra ocorre justamente o contrário, quem tenta intimidar é o servidor que não quer qualquer tipo de ingerência em sua atividade.

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    ANDRE.LUIS 2 meses

    O ESP não pode ser algo sério.

    Propõe o uso do aparato estatal para impedir que professores doutrinados façam a única coisa que sabem, que é produzir indivíduos doutrinados a sua imagem.

    Se isso vingar, se é que vai, o que impediria o professor de falar 1 minuto sobre Mises e 1 ano sobre Marx? Será que vão controlar o tempo de exposição sobre cada tema também? Isso é surreal!

    Tão mais fácil seria propor o fim da obrigatoriedade curricular, onde cada indivíduo possa escolher o que, como e onde estudar. Mas parece que ambos os espectros políticos querem o Estado bancando suas pautas. Assim o fundo do poço fica cada vez mais.fundo

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      Melhor mesmo seria privatizar as escolas e implantar um sistema de vouchers. Professores publicos sempre serão socialistas pois é conveniente pra eles. Mas implantar isso no curto prazo é impossivel. O ESP é o que tem pra hoje.

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