O golpe da lista fechada se ampara no golpe do financiamento público. Solução: derrubar ambos.

O golpe da lista fechada se ampara no golpe do financiamento público. Solução: derrubar ambos.

A primeira justificativa de quem defende o golpe do voto em lista fechada é simples: botar a culpa no fim do financiamento empresarial. Dizem que com o financiamento público (substituindo o financiamento empresarial) sobrou pouca grana. Daí, a única forma de administrar bem essa graninha é com o voto em lista fechada.

A primeira coisa a se dizer é que isso é pura conversa fiada. A segunda coisa é: o que eu tenho com isso? Não sou o responsável por encerrar o financiamento empresarial. São os parlamentares. Eles que resolvam o problema.

O diálogo pode ser assim:

  • Parlamentar: Precisamos de voto em lista fechada, por que acabou o financiamento empresarial.
  • Eleitor: Problema seu. Não é problema meu.
  • Parlamentar: Mas temos pouca grana para campanha.
  • Eleitor: Resolva o problema. Imploda o financiamento público e retorne com o financiamento empresarial.
  • Parlamentar: Mas não há clima…
  • Eleitor: Crie o clima. O problema não é meu. É teu.
  • Parlamentar: Não é fácil criar o clima.
  • Eleitor: Inove. Supere-se. Adapte-se. (by Clint Eastwood, no filme Hearbreak Ridge)

E assim por diante.

Os deputados que estão falando em “voto em lista fechada” estão apenas querendo te enrolar, uma vez que eles já tem como resolver o problema: retornar com o financiamento empresarial e acabar com o financiamento público.

Lista fechada é golpe contra a democracia. Já temos um Congresso repleto de corruptos. Eles ainda querem deixar essa gente fazer “listinhas” que os eternize no poder? E ainda possuem a cara de pau de dizer que “não tem outra opção”?

Foram essas figuras que não implodiram o financiamento público e ao mesmo tempo deixaram o STF proibir o financiamento empresarial. O argumento é que “o STF vetou”. Mas bastaria o Congresso aprovar uma emenda constitucional para vetar o financiamento público e retomar o financiamento empresarial. Logo, voltamos à tecla do “problema seu (dos parlamentares)”.

Precisamos encarar essa questão como se fosse uma guerra: aprovar voto em lista fechada e manter o financiamento público é um ataque à democracia e um cuspe na cara do povo. Vamos tolerar?

É basicamente isto que temos a dizer ao Sr. Rodrigo Maia e qualquer outro que fale em “lista fechada”: “Não admitimos! Resolva o problema do financiamento público! Extermine-o! Retorne com o financiamento empresarial! Dica final: problema é teu, não meu”.

COMENTÁRIOS

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    Leandro Campos 2 dias

    Melhor ainda, sem financiamento público ou empresarial e vivam com o que arrecadam de seus filiados seus … , calma, calma

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    Diego 2 dias

    PARABÉNS, LUCIANO! Poucas matérias publicadas aqui foram mais importantes do que essa! O voto em Lista Fechada SE aprovado, significaria que Eunício Oliveira, Humberto Costa, Renan Calheiros e o resto da corja pendurada na lavajato iriam ser reeleitos INDEPENDENTE da nossa vontade! Isto não pode passar! Fica aqui, ótimo link a esse respeito:
    http://www.conjur.com.br/2017-mar-20/mp-debate-voto-lista-fechada-golpe-democracia

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    DAGC DAVID 2 dias

    o fim do financiamento empresarial é na verdade o FIM do financiamento VOLUNTARIO.

    Agora querem colocar um LIMITE maximo por CPF.

    Fisco para financiar campanhas politicas só existe em BUTAO e querem colocar essa desgraça no Brasil – BUTAO E BUNDAO (o nosso apelido perante o mundo).

    É a turminha esquerdinha muito afim de fazer farra com as verbas do esfoliado pagador de impostos!

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    Helder 1 dia

    Mesmo que o financiamento seja com recursos públicos, bastaria aos partidos dividirem o que lhe coubessem em partes iguais dentre seus candidatos. Com isso, cada candidato faria sua própria campanha. “Ah, mas desse jeito as campanhas seriam inviáveis pelos pequenos valores para cada candidato…”, poderia alegar alguém. Ué, mas será que não é exatamente isso que a maioria da população deseja: campanhas mais baratas? O que acha disso, Luciano?

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      Helder,

      A meu ver, isso é uma capitulação. A luta deveria ser contra o financiamento público sem aceitar qualquer argumentação em favor dele. Até lá, é só paulada nos deputados que não mudarem a lei.

      Abs,

      LH